Segunda-feira, Abril 03, 2006

Colégio revisitado

No Sábado de 1 de Abril decorreu um jogo do torneio de Futsal em que participou uma equipa do curso de 84. Além disso tinha o meu filho só para mim. Excelente pretexto! Deixámos a "mamã" a tratar dos assuntos dela e nós fomos aos nossos! Apresentei o Colégio Militar ao meu filho. Passeámos a pé, visitámos parte do Corpo de Alunos e, claro, tirámos algumas fotografias.
Deixo aqui algumas fotos desse passeio descontraído, numa tarde bem disposta em tempo de férias.

A (antiga) parada lá estava. Neste avião não pude pular em cima das asas nem simular voos razantes, sentado no cockpit. Este Fiat, pelo menos, aponta os céus. É uma mensagem sobre ver mais longe.

Esta peça não era tão divertida quanto a outra perto do avião. Nesta não consegui afinar a mira correctamente por ter os componentes móveis soldados pelo tempo. Nem o meu filho a conseguiu mover um milímetro que fosse. Aborrecido.

Já no Corpo de Alunos, descobri que já não é necessário que o graduado-cantor visite as Companhias, mobilizando os alunos para um ensaio de Orfeão. O evento é publicitado com justiça nos pilares centrais. Não há como perder a sessão!

Na minha Companhia predilecta, reparei com agrado que umas plantas, curiosamente da mesma cor simbólica da mesma, aligeiravam o espaço. E um sinal de que vivemos na era da informação são os horários e diversas informações uteis que se afixam nos placards à esquerda, sendos esses também de cor...verde. Estava airoso, gostei.


No "geral" continua a ser impossível resistir a uma passada acelerada. Seja a caminho das aulas, seja num jogo de bola, seja a acelerar de patins entre a 3ª e a 4ª, esperando que o cruzamento com a escadaria central não traga algum rata fora de mão...

Os sacos azuis e as capas da chuva continuam tão emblemáticos como no "nosso tempo". Sobretudo por terem ficado no geral durante o período de férias. Outro ponto de destaque, que me levantou algumas dúvidas, é o símbolo de "Saída de emergência" logo acima da porta da Sala de Leitura. Espero que algum comentador me ajude acerca da localização da referida saída.



Os lavatórios surpreenderam-me. Até os barbudos preguiçosos dispõe de tomadas electricas! Já viram que utilidade para as torradas de fim de semana? No "meu tempo" eram apenas duas, nos compartimentos mais próximos da entrada da camarata!

As provas de mil metros ganharam um novo élan: como a prova pode durar uns bons cinco minutos, houve o cuidado de colocar uns cestos para papéis para que o guardanapo da bola de berlim não se perca. Não era o Durão que nos aconselhava a levar pacotes de açúcar para os treinos esforçados do 3 de Março? Pois bem.


A pista de Aeromodelismo, onde tanto me diverti a ensaiar variações no centro de gravidade dos modelos! 1989 foi um ano próspero...


A pista de karts é continuamente melhorada...


No jardim da antiga Enfermaria, para onde "fugia" algumas vezes para me entregar à escrita de contos (sobretudo na fase pós leitura "d'A Cidade e os Cães" em que "O Poeta" se refugiava num jardim parecido, procurando beatas no chão cujo fumo de terra lhe inspirasse a caneta).
O jardim está arranjado e bonito. Aliás, o Colégio está muito mais bonito que até 1992. Mas a Enfermaria em si...parece uma casa fantasma. Não me surpreenderia se a lenda do Corredor da Morte fosse transferida para este edifício...

Lá está....o Casa dos Espíritos, ao fundo.

Com tantos carros como é que podemos fazer as batalhas com as bolas dos plátanos?


O monumento-homenagem, que com o tempo foi ganhando categoria de ex-líbris:




Foi um passeio modesto, não tivémos oportunidade para visitar interiores nem para falar com alunos e pessoal docente. Espero que tenham gostado das fotos. Eu e o meu filho adorámos o passeio :)

Segunda-feira, Março 06, 2006

Onde estavas no Verão passado?


Segundo os meus registos, esta foto data de 24 de Julho de 1990 e foi tirada no Onda Parque, na Caparica.

Sexta-feira, Março 03, 2006

Parabéns por mais um aniversário!
Obrigado ao Tozé (498) por ter tirado a foto na Cumieira (naturalidade do Marechal Teixeira Rebelo) e por ter partilhado connosco.

Quinta-feira, Março 02, 2006

Quebrar a rotina

Algumas brincadeiras passavam de anos para anos, e hoje em dia tentamos recriá-las, sobretudo em casamentos ;) Nada como uma velha brincadeira colegial para quebrar o gelo do formalismo e espantar alguns familiares.
Neste novo capítulo falaremos das partidas mais comuns e de brincadeiras que, para além de divertidas, ajudavam a quebrar a rotina diária.

Vê lá se vais às Couves!

As maravilhas da Quarta Companhia! A idade era um posto vincadamente assumido, e na Quarta ganhava toda a sua expressão pois as benesses transformavam-se num dado adquirido. Uma das regalias era poder atravessar o jardim da Enfermaria com a farda numero dois. Este atalho era fundamental para que não chegássemos atrasados às aulas, pois como é "certo e sabido" os alunos da Quarta andam sempre em passo retardado.
Entre a Enfermaria e o Corpo de Alunos existe um "jardim", cortado por um empedrado de cerca de vinte metros e ladeado por arbustos.
Era frequente irmos três, quatro alunos lado a lado a conversar, a caminho das aulas. E era também frequente que um dos elementos dos extremos aplicasse a teoria de suporte ao Pêndulo de Newton. O aluno no extremo oposto "saía disparado" e ficava "espetado" nos arbustos. Digamos que tinha "ido às couves".
Ainda hoje, quando vejo algum carro despistado na berma não consigo conter esta imagem. O carro foi para as couves, pronto.
A custo pessoal e com a ajuda do Ventura (114) conheci uma variante do "ir às couves". Não sei se já repararam que o muro do jardim da Enfermaria tem alguns motivos em azulejo. Da "pior" forma, aprendi que um desses motivos é uma cena "floral", com limões. O 114 perguntou: "queres ir ao limoeiro?" e eu respondi: "Qual limoeiro ?!"

Quarta-feira, Março 01, 2006



O Túnel

Uma das lendas mais intrigantes da nossa passagem pelo Colégio relatava a existência de uma ligação subterrânea entre o Colégio Militar e o Instituto de Odivelas. Contava-se que os monges que habitariam o Colégio em tempos teriam efectuado uma passagem secreta para o antigo Convento de Odivelas...

Ao que parece, tal ligação serviria para que os religiosos de então pudessem escapar das investidas de (quixotescos) cavaleiros de outros reinos. Chegados a Odivelas, os monges encontrariam no regaço das noviças, a protecção e a salvação das suas vidas, bem como o delicioso manjar das freiras constituído pelos seus famosos doces conventuais!

A busca de tal passagem constituía uma espécie de Santo Graal. A possibilidade de privar com as miúdas de Odivelas, surpreendidas na noite escura pelos rapazes mais aventureiros e capazes de atravessar todas as provações que se adivinhariam desde a entrada até à saída destas catacumbas, faziam sonhar os mais destemidos.

Ainda hoje me interrogo se algumas das alunas do Instituto de Odivelas, associariam o termo de "Meninos da Luz" aos que entrassem pelo Instituto a dentro, empunhando umas lanternas e uns lampiões à saída desta espécie de "túnel da amizade"...

No entanto, a maior incerteza desta crença era a da verdadeira localização do alçapão que esconderia a entrada do lendário túnel. Para uns este estaria dentro dos próprios claustros. Para outros estaria ao lado do antigo museu de história natural, perto da escadaria exterior que dava acesso ao primeiro andar.

Certo é que a procura incessante de tal passagem levou a que muitos rapazes tivessem experimentado aceder aos mais variados alçapões, como os existentes nas imediações do museu, nas instalações do Corpo de Alunos e nas antigas salas do Pátio das Osgas, que invariavelmente não davam senão para uma fossa de águas pluviais, ou algo semelhante e de pior efeito...

Nos primeiros anos do Colégio recordo também uma limpeza efectuada às cisternas que se situam por debaixo dos claustros. Abertos estes últimos alçapões, descobriram-se umas escuras catacumbas, que revelaram uns arcos semelhantes aos que se observam à superfície. Na altura não tive licença para explorar estas aberturas, uma vez que não era permitido aos alunos dos primeiros anos deambular sem destino entre as sacras paredes que formam o edifício mais emblemático do Colégio.

Apesar de não ter certezas, ainda hoje sustento que algures nos claustros se deve esconder a entrada para um túnel que nos leva a ver bem mais do que a luz do dia...

Terça-feira, Fevereiro 28, 2006


Alguns dos netos dos Vigilantes do nosso tempo estão actualmente ao serviço da nossa Casa!
São eles (esq-dir):

  • Sr Boina Inácio
  • Sr Miquelúcio
  • Sr Milho Curto
  • Sr Mexe na Guita

  • PS: Com esta brincadeira iniciamos um capítulo novo, recuperando alguns cartoons que "fomos fazendo" com fotos da malta. Este, se bem me lembro, foi feito pelo Sérgio (179)

    Segunda-feira, Fevereiro 27, 2006

    Os Vigilantes


    Não poderia deixar de enviar esta fotografia. Sinceramente é uma das minhas favoritas, pelo que representa. O Chagas, no seu blog, fez referência ao "Xôr aluno" e ao respeito que aprendemos com estes Homens, que dedicaram a sua vida a uma Instituição e aos seus alunos.

    Para terceiros, o termos "Vigilante" pode ter uma conotação policial, de controle, mas asseguro-vos que era muito mais do que isso.

    Habituei-me aos Vigilantes como uns "avôs colegiais", e nós eramos de alguma forma também parte da sua família, pois uma vida de dedicação cria laços mais fortes que os de sangue, cria os laços do Respeito e da Amizade.

    Não me lembro dos nomes deles, nesta foto não estão todos e alguns já não se encontram entre nós.

    Há cerca de três anos descobri que um dos presentes nesta foto mora perto de minha casa, cruzámo-nos na rua :)

    Talvez pelo cariz fraternal da relação que tinhamos com os Vigilantes (sobretudo nos primeiros anos), apresso-me mais a cumprimentar um que encontre casualmente do que um ex-aluno com ar importante, isso vos garanto!